Vale do Paraíba-SP fecha 18 mil vagas de emprego no ano

Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados na última semana pelo Ministério da Economia, mostram que a pandemia do novo coronavírus fez a região registrar no quadrimestre o pior resultado na geração de emprego de toda a série histórica, iniciada há 14 anos.

Com forte queda a partir do mês de março, acentuada ainda mais em abril, a região fechou o quadrimestre iniciado em janeiro com 18.050 vagas fechadas.

Para efeito de comparação, no primeiro quadrimestre de 2009, ano em que o Brasil sofreu os maiores reflexos da crise econômica mundial de 2007-2008, a região fechou 3.730. Ou seja, o prejuízo provocado pela pandemia foi quase cinco vezes pior.

Até então, na série histórica iniciada em 2007, os piores resultados do quadrimestre haviam sido registrados em 2015 e 2016, como reflexo de uma nova crise financeira que começou em 2014. Em 2015, de janeiro a abril, a região fechou 6.077 postos de trabalho. No mesmo período em 2016 foram encerradas 6.422 vagas de emprego.

MESES

A região havia começado 2020 no azul. Após resultado negativo em dezembro de 2019, quando fechou 2.339 vagas, teve saldo positivo em janeiro (24) e fevereiro (1.520) desse ano.

Em março, mês em que a OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou a pandemia mundial e o governo estadual decretou a quarentena, tudo começou a desmoronar. Nesse mês, foram fechados 6.921 postos de trabalho na região. Em abril, o resultado foi ainda pior, com 12.673 vagas encerradas. O mês de abril de 2020 também registrou o pior resultado da região na série histórica. Até então, desde 2007, a pior marca do mês havia sido atingida em 2016, com saldo negativo de 922 vagas.

REGIÃO

Em abril de 2020, apenas duas das 39 cidades da região não tiveram saldo negativo: Redenção da Serra, que abriu cinco vagas, e Arapeí, que teve saldo zerado.

Maior município da região, São José dos Campos somava 1.069 vagas abertas entre janeiro (saldo de 502) e fevereiro (567). Em março, a cidade já teve saldo negativo de 2.144 postos de trabalho. Em abril, o resultado foi ainda pior, com 3.992 vagas encerradas. No acumulado do quadrimestre, o município tem saldo negativo de 5.067 postos de trabalho.

Em Taubaté, segunda maior cidade da região, o cenário é ainda mais desolador. Mesmo antes da pandemia, o saldo já era negativo. No primeiro bimestre, o município já havia fechado 470 vagas de emprego, com resultados negativos em janeiro (322) e fevereiro (148). Em março, a curva de queda foi acentuada, com o encerramento de 779 postos de trabalho. Em abril, foram mais 1.961 vagas perdidas. Ou seja, apenas no primeiro quadrimestre, Taubaté soma um saldo negativo de 3.210.

Na terceira maior cidade da região, Jacareí, o cenário é semelhante ao de São José. Nos primeiros dois meses do ano, janeiro (107) e fevereiro (354), o saldo ainda era positivo, com a abertura de 461 postos de trabalho. Em março, a tendência mudou, com o encerramento de 832 vagas de emprego. Em abril, tudo piorou, com o fechamento de mais 1.044 postos. No acumulado do quadrimestre, 1.415 vagas foram encerradas no município.

Outras 14 cidades da região fecharam mais de 100 vagas de emprego apenas no mês de abril: Ubatuba (732), Aparecida (712), Guaratinguetá (608), Caraguatatuba (510), Caçapava (496), Pindamonhangaba (433), Campos do Jordão (418), Ilhabela (412), São Sebastião (353), (142), Roseira (141), (133), Paraibuna (113) e Jambeiro (102).

País fechou 763 mil postos de trabalho no quadrimestre, segundo os dados

No cenário nacional, o país fechou 763.232 empregos com carteira assinada de janeiro a abril, segundo os dados do Caged.

Assim como na região, o saldo foi positivo em janeiro (113.155) e em fevereiro (224.818), mas ficou negativo a partir de março, quando foram encerrados 240.702 postos de trabalho.

Em abril, primeiro mês totalmente afetado pela pandemia do coronavírus, foram encerrados 860.503 postos de trabalho.

O resultado de abril é o pior do mês desde o início da série histórica, que com dados nacionais foi iniciada no ano de 1992. Antes, o pior resultado de abril havia sido registrado em 2015, quando o saldo ficou negativo em 97.828.

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